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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A extraordinária Ângela Maria



Ângela Maria, nome artístico de Abelim Maria da Cunha vem de uma família humilde, sua mãe era dona-de-casa e seu pai, pastor de igreja evangélica. Por conta disso, desde criança cantava no coral de uma Igreja Batista próxima a sua casa. Com isso, foi aprendendo a amar a música e o universo das melodias. Durante sua infância e adolescência, morou nas cidades de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti. Durante sua juventude trabalhou em uma fábrica de lâmpadas e foi operária tecelã em uma indústria de tecidos, mas sempre quis ser cantora, sonhava em ir para as rádios e fazer sucesso, mas o pai era contra por ser muito religioso, querendo que a filha fosse para a igreja e casasse cedo, mas ela não tinha desejo de viver assim, e foi atrás do seu grande sonho, que era cantar.

Em 1947, aos 19 anos, trabalhava de dia, e a noite, tentava de todos os meios conseguir vaga em alguma programa de música, indo de rádio em rádio fazer inscrições para sorteios, até que conseguiu ser premiada e se apresentou aos jurados em uma rádio, e passou no teste. Com isso, começou a se apresentar como cantora no Pescando Estrelas, um programa de calouros. Adotou o nome de Ângela Maria para não ser identificada pela família, que se soubesse, não a deixaria nem mais sair de casa. Sua interpretação era considerada belíssima, sempre tirava nota máxima e ganhava todos os concursos. Todos a queriam para cantora e assim, foi cantar no famoso Dancing Avenida e depois na rádio Mayrink Veiga. Em 1951, com a família já sabendo de tudo e mesmo a contra gosto, aceitando a vontade da filha, Ângela gravou o primeiro disco. Veio assim o sucesso que sempre a acompanhou.

Com grande sucesso no Brasil, passou a viajar o mundo com canções belíssimas em sua voz considerada muito harmônica. Além de cantora, fez cursos de teatro, e atuou em cinema, no longa-metragem Portugal, Minha Saudade em 1973.

Ângela Maria consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção (surgido na década de 1930), ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran.

Gravou dezenas de sucessos como Não Tenho Você, Babalu, Cinderela, Moça Bonita, Vá, mas Volte, Garota Solitária, Falhaste coração, Canto paraguaio, A noite e a despedida, Gente humilde, Lábios de mel, etc.

Em 1994 foi Homenageada pela Escola de Samba Paulistana Rosas de Ouro, que com o Enredo "Sapoti", a Rosas de Ouro foi consagrada Campeã do Carnaval de São Paulo nesse ano.

Em 1996, foi contratada pela gravadora Sony Music e lançou o CD Amigos, com a participação de vários artistas como Roberto Carlos, Gal Costa, Caetano Veloso, Alcione, Fafá de Belém entre outros. O trabalho foi um sucesso, celebrado num espetáculo no Metropolitan, atual Claro Hall (Rio de Janeiro), e um especial na Rede Globo. O disco vendeu mais de 500 mil cópias.

Foi uma fase muito feliz da carreira da cantora que, no ano seguinte, apresentou o álbum Pela Saudade que Me Invade, com sucessos de Dalva de Oliveira, e um ano depois gravou, com Agnaldo Timóteo, o CD Só Sucessos, também na lista dos cem álbuns nacionais mais vendidos. Após a saída da Sony, Ângela voltou a gravar em 2003, desta vez pela Lua Discos, o Disco de Ouro, com um viés eclético, abrangendo compositores que vão de Djavan a Dolores Duran.

Em 2011, após 45 anos do surgimento da série Depoimentos para a Posteridade do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, foi convidada em 23 de agosto para deixar registrada sua história. Na entrevista contou passagens importantes de sua carreira artística, afirmando ter gravado 114 discos e vendido cerca de 60 milhões de exemplares.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Banda AGITAÇÃO SERTANEJA

Banda AGITAÇÃO SERTANEJA 
(...) A música sertaneja tem encontrado novamente um grande furor de popularidade com ídolos do movimento sertanejo universitário composto por jovens que mesmo executando e respeitando o passado estão reinventando temas e estilo sertanejo para as novas gerações. E em Ibiúna desponta uma nova revelação do gênero: a banda Agitação Sertaneja!
 
Formada por Wallace (bateria), Beto (baixo), William (guitarra e vocal) e Jackeline (violão e vocal), a banda começou suas atividades em 2011, mas os integrantes são dedicados a música desde antes participando de projetos e outros grupos até que se encontraram para unir forças. Wallace e William participaram do Projeto Guri – Pólo Ibiúna onde aprenderam percussão e violão respectivamente. Com o tempo resolveram formar uma banda e procurar parceiros para o projeto. Com Jackeline e Beto em definitivo resolveram após algumas experiências adotar o sertanejo universitário. 

Assim surgiu a banda Agitação Sertaneja que passou a se apresentar em toda parte conquistando admiradores e refinando cada vez mais sua apresentação e repertório. Os vocais de Jackeline e William são acompanhados por seu talento com o violão e guitarra, a bateria vibrante de Wallace e o baixo preciso de Beto formando um conjunto melódico afinado para agitar um grande show empolgante e romântico! As apresentações passaram a empolgar o público com destaque recente no I Encontro Nordestino “Chico Anísio” realizado na cidade de Ibiúna.

A trajetória da banda Agitação Sertaneja tem repercutido na imprensa regional em jornais como "A Vanguarda", Revista MAIS Ibiúna e recentemente em uma entrevita a Rádio Excelsior.. 

Levando seu show a todas as partes, a banda Agitação Sertaneja se destaca pelo talento musical, vozes, juventude, energia e o jeito alegre e carismático de lidar com o público interpretando em seu repertório o melhor da música sertaneja “raiz” e o sertanejo universitário. E começam também a compor suas próprias canções para apresentar ao público.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A IMPORTÂNCIA DO MARKETING CULTURAL

Na última década houve um crescente incentivo à produção cultural no Brasil, através de investimentos privados, viabilizando várias iniciativas artísticas. Ao mesmo tempo em que o volume monetário dos investimentos das empresas aumentou, a falta de acessos aos artistas e suas obras ainda têm trânsito limitado.

Alguns fatores estruturais contribuem para essa limitação: concentração de renda, falta de equipamentos culturais que dêem visibilidades às obras, nesse caso, principalmente, as cinematográficas e editorais (muitos municípios não possuem salas de cinema, bibliotecas, teatros).

Nesse quesito, o investimento em Música leva uma enorme vantagem em relação às outras artes por aliar a disposição de tecnologia relativamente barata, minimizando o custo de produção (Cd’s, por exemplo), com a facilidade de o produto chegar ao público. A possibilidade de apresentação com banda completa ou somente com acompanhamento; os espaços podem se adequar ao tipo de público: ao ar livre, pequenos teatros, restaurantes, jantares, entre outros, trazem vantagens significativas às empresas interessadas em investir em Música.

O PATROCÍNIO COMO FORMA DE COMUNICAÇÃO

O Patrocínio não tem uma definição fechada, mas suscita algumas conclusões: de ser uma forma de comunicação e de, efetivamente, poder contribuir para ampliar a mensagem de uma marca ou de uma empresa, bem como ser uma meio excelente de melhorar a relação entre a empresa e os seus consumidores. Uma vantagem adicional é, independente do incremento das vendas de seus produtos e serviços, contribuir sobremaneira para a promoção da imagem institucional da empresa.

O Patrocínio Institucional é, atualmente, uma das grandes áreas de intervenção que envolve diretamente a imagem da empresa. A concentração de patrocínio nessa área promove a imagem institucional da empresa, junto à determinado público-alvo, criando notoriedade para a marca podendo, ainda, atuar simultaneamente, nas vertentes sociais, de lazer e culturais.

A vertente comercial não deve ser descartada atuando num cruzamento de elementos que envolvem o mercado, a empresa e a dimensão do evento a patrocinar. O investimento numa ação de patrocínio revela objetivos muito importantes a serem conquistados:

-Criação de identidade entre o evento e a marca;

-Aumento da notoriedade diante dos clientes e potenciais clientes;

-Aumento da exposição na mídia;

-Melhorar a comunicação interna ao construir um clima colaborativo, de identificação dos valores culturais coletivos;

-Envolvimento da comunidade criando uma empatia entre a empresa e a comunidade onde está inserida.

O MARKETING CULTURAL

O Marketing Cultural é uma ferramenta de comunicação que, se aplicada com seriedade só oferece vantagens para os patrocinadores, artistas, produtores e ao cidadão brasileiro. De 1994 até 2007 o número de empresas que investem em cultura aumentou seis vezes, e cada vez mais pessoas ingressam nesse mercado anualmente.

Para o marketing cultural não existe fórmula geral de atuação; a partir de um show, por exemplo, é possível oferecer amostras do produto(promoção), distribuir ingressos aos funcionários(endomarketing), um dia exclusivo para convidados especiais(marketing de relacionamento), mala-direta aos consumidores/clientes informando do evento e do patrocínio(marketing direto), publicações sobre o evento(marketing editorial), campanhas específicas destacando a importância do patrocínio(publicidade) e muitas outras ações para ampliar o raio de alcance da ação do marketing cultural.

O grande crescimento nesse tipo de investimento ganhou força porque está constantemente atualizado junto às exigências do Mercado: necessidade de diferenciação das marcas; diversificar o “mix” de comunicação das empresas para melhor atingir seu público; necessidade de as empresas se posicionarem como socialmente responsáveis. O Marketing amplia a forma de comunicação com o público-alvo e demonstra à sociedade que a empresa não está, exclusivamente, fechada em torno do lucro de seus negócios.

No início, investir em marketing cultural era uma forma de se beneficiar das leis de incentivo, financeiramente era um bom negócio. Atualmente, por meio de pesquisas e o envolvimento de grandes empresas nessa área (Petrobrás e Grupo Votorantim, como exemplos) compreende-se a ação como forma de solidificar a imagem institucional e dar visibilidade para a marca. É uma oportunidade para as empresas participarem do processo de incremento dos valores culturais da sociedade e, principalmente, a possibilidade de construir uma imagem forte e bem posicionada para o consumidor.

Do ponto de vista financeiro, dependendo do tipo de projeto, a empresa pode reaver grande parte do dinheiro. Do ponto de vista mercadológico, a imagem institucional dessa empresa e a aceitação que ela tem juntado ao seu público alvo são variáveis bastante trabalhadas.

A exposição do Projeto na Mídia é muito importante porque quando uma empresa patrocina um projeto, ela busca algum tipo de retorno. Por isso, o plano de Mídia deve incluir: assessoria de imprensa, inserções em jornais e revistas, outdoors, televisão e outras ações integradas de marketing.

Para garantir o sucesso em um Projeto de Patrocínio Cultural a empresa precisa perceber nele uma boa solução para sua comunicação.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A Importância da Cultura na Formação do Cidadão

A cultura – somatória de costumes, tradições e valores - é um jeito próprio de ser, estar e sentir o mundo, ‘jeito’ este que leva o indivíduo a fazer, ou a expressar-se, de forma característica. Ora, SER é também PERTENCER – a algum lugar, a alguma fé ou a um grupo, seja família, amigos ou povo. Daí ser a cultura um forte agente de identificação pessoal e social, um modelo de comportamento que integra segmentos sociais e gerações, uma terapia efetiva que desperta os recursos internos do indivíduo e fomenta sua interação com o grupo e um fator essencial na promoção da saúde, na medida em que o indivíduo se realiza como pessoa e expande suas potencialidades. A percepção individual do mundo é influenciada pelo grupo. Aquilo que o grupo aprova ou valoriza tende a ser selecionado na percepção pessoal; já o que é rejeitado ou indiferente aos valores do grupo tem menor possibilidade de ser selecionado pela percepção do sujeito – e se for significativa para o sujeito, este o guarda para si ou o elabora de forma a adaptá-lo aos valores grupais, seja de foram lúdica, simbólica ou distorcida, no intuito de evitar a censura coletiva. O indivíduo que consegue burlar a censura grupal e introduzir nela uma significativa mudança de valores adquire o poder de influenciar a História, daí o dizer-se que ‘os poetas são profetas’. Explica-se, assim, o medo que os governos autoritários e ditatoriais tem da elite cultural a perseguição política acirrada que os representantes da cultura tem sofrido através dos séculos – por exemplo, queima de livros e de sábios nas fogueiras da Inquisição, acusados de bruxaria e de pacto com o demônio. Os povos evoluem através de mudanças significativas em sua cultura e as mudanças acontecem rapidamente quando o clima político é de liberdade; caso contrário demora apenas mais uma pouquinho, o tempo de o pensamento, que é livre, romper os grilhões da intolerância. A consciência de SER pode gerar solidão caso não haja a consciência de PERTENCER, ou seja, de compartilhar a existência com outros. Assim, o conhecimento de que outros também fazem, divulgam e apreciam o mesmo que o indivíduo, é o meio de integrá-lo à sociedade. Ser poeta é bom, mas ser um poeta brasileiro entre outros poetas brasileiros é melhor. A comparação inevitável com os outros é desafiadora e motivadora. Diga-se o mesmo para qualquer outra modalidade cultural. Ao prazer de criar, soma-se o prazer de cultivar um estilo próprio. Já não se trata mais de criar, divulgar ou apreciar arte, mas de criar, divulgar ou apreciar sob uma ótica diferente, peculiar, personalizada. Esta identidade cultural, em diferentes níveis, vai alicerçando a consciência do povo. Fala-se e vivencia-se um música brasileira, porém há ritmos baianos e, dentro da música regionalista baiana, aprecia-se esta ou aquele determinada tendência. Nem por isso deixamos de sentir que existe uma musicalidade comum a todos os povos e a todas as eras, pois, além de universal, a música é transcendental, ou seja, dá-nos a sensação de união com a divindade. Esse sentimento de transcender o espaço e o tempo está presente em todas as formas de manifestação cultural. É um sentimento atávico, inerente à espécie. Este atavismo é decorrência da necessidade de comunicação, pois quem vive, comunica-se, e o homem que se comunica, o faz necessariamente através de certos meios e símbolos. Ora, a existência de meios e símbolos de comunicação são, em si, o alicerce da cultura – o jeito de ser – de um grupo.
Dra. Sonia Regina Rocha Rodrigues (Médica e Escritora)
Mais em: http://www.qdivertido.com.br/verartigo.php?codigo=57

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Obras de Júlio Veredas

Fonte: http://julioveredas.com.br/

O Que é Arte?



A arte é uma criação humana com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura. É um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras, e no qual aplicamos nossos conhecimentos. Apresenta-se sob variadas formas como: a plástica, a música, a escultura, o cinema, o teatro, a dança, a arquitetura etc. Pode ser vista ou percebida pelo homem de três maneiras: visualizadas, ouvidas ou mistas (audiovisuais). Atualmente alguns tipos de arte permitem que o apreciador participe da obra. A artista precisa da arte e da técnica para se comunicar.


Quem faz arte?

O homem criou objetos para satisfazer as suas necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de cozinha. Outros objetos são criados por serem interessantes ou possuírem um caráter instrutivo. O homem cria a arte como meio de vida, para que o mundo saiba o que pensa, para divulgar as suas crenças (ou as de outros), para estimular e distrair a si mesmo e aos outros, para explorar novas formas de olhar e interpretar objetos e cenas.



Por que o mundo necessita de arte?

Porque fazemos arte e para que a usamos é aquilo que chamamos de função da arte que pode ser feita para decorar o mundo, para espelhar o nosso mundo (naturalista), para ajudar no dia-a-dia (utilitária), para explicar e descrever a história, para ser usada na cura doenças e para ajuda a explorar o mundo.



Como entendemos a arte?

O que vemos quando admiramos uma arte depende da nossa experiência e conhecimentos, da nossa disposição no momento, imaginação e daquilo que o artista pretendeu mostrar.



O que é estilo? Por que rotulamos os estilos de arte?

Estilo é como o trabalho se mostra, depois do artista ter tomado suas decisões. Cada artista possui um estilo único.

Imagine se todas as peças de arte feitas até hoje fossem expostas numa sala gigantesca. Nunca conseguiríamos ver quem fez o quê, quando e como. Os artistas e as pessoas que registram as mudanças na forma de se fazer arte, no caso os críticos e historiadores, costumam classificá-las por categorias e rotulá-las. É um procedimento comum na arte ocidental.

Ex.: Surrealismo




Como conseguimos ver as transformações do mundo através da arte?

Podemos verificar que tipo de arte foi feita, quando, onde o como, desta maneira estaremos dialogando com a obra de arte, e assim podemos entender as mudanças que o mundo teve.



Como as idéias se espalham pelo mundo?

Exploradores, comerciantes, vendedores e artistas costumam apresentar às pessoas idéias de outras culturas. Os progresssos na tecnologia também difundiram técnicas e teorias. Elas se espalham através da arqueologia , quando se descobrem objetos de outras civilizações; pela fotografia, a arte passou a ser reproduzida e, nos anos 1890, muitas das revistas internacionais de arte já tinham fotos; pelo rádio e televisão, o rádio foi inventado em 1895 e a televisão em 1926, permitindo que as idéias fossem transmitidas por todo o mundo rapidamente, os estilos de arte podem ser observados, as teorias debatidas e as técnicas compartilhadas: pela imprensa, que foi inventada por Johann Guttenberg por volta de 1450, assim os livros e e arte podiam ser impressos e distribuídos em grande quantidade; pela Internet, alguns artistas colocam suas obras em exposição e podemos pesquisá-las, bem como saber sobre outros estilos.

Como mencionado anteriormente, estilo é como o trabalho se mostra, depois do artista ter tomado suas decisões. Cada artista possui um estilo único. Assim, Salvador Dalí tinha um estilo diferente de Picasso e de Tarsila do Amaral. Por esse motivo, a categorização de estilos e movimentos é importante.

Confira abaixo uma lista de estilos artísticos importantes e bastante conhecidos:



Movimentos Artísticos:


Abstracionismo/Arcadismo/Art Déco/Art Nouveau/Arte Bizantina/Arte Cristã Primitiva/Arte Egipcia/Arte Gótica/Arte Grega/Arte Romana/Arte Rupestre/Barroco/Bauhaus/Classicismo/Concretismo/Construtivismo/Cubismo/Dadaísmo/Expressionismo/Fauvismo/Futurismo/Impressionismo/Maneirismo/Minimalismo/Modernismo/Naturalismo/Neo-classicismo/Neo-concretismo/Neo-realismo/Nouvelle Vague/Parnasianismo/PopArt/Primitivismo/Realismo/Regionalismo/Renascimento/Romantismo/Simbolismo/Surrealismo/Tropicalismo

terça-feira, 26 de julho de 2011

Produção cultural

Para se pensar no conceito de produção cultural necessitamos fazer uma primeira distinção, partindo do significado da palavra "produção".

Segundo o dicionário Michaellis, a palavra "produção" pode significar: "coisa produzida naturalmente ou pelo trabalho", "obra literária ou artística" ou "ato ou efeito de produzir".

Desta forma, "produção cultural" pode fazer referência a um conjunto de "coisas ou obras artísticas" realizadas por indivíduos, sozinhos ou em grupo, num determinado espaço de tempo, num determinado espaço da geografia, ou remeter ao ato de "produzir cultura" ou "produzir uma ação cultural".

Entretanto, a existência da palavra "cultural" faz com que o termo "produção cultural" assuma contornos mais complexos. Se considerarmos que "produção cultural" pode ser "produção de cultura", tanto seu significado enquanto "coisa" quanto "ato de produzir" assumirão sentidos mais amplos do que apenas obras artísticas.

"Produção cultural" também é a denominação que se utiliza no Brasil para cursos livres, cursos técnicos, cursos de graduação e pós-graduações que lecionam conhecimentos amplos ou específicos relacionadas a cultura, comunicação, internet, software, eventos, gestão cultural, arte e entretenimento.

Por tratar-se de um conhecimento novo, tanto no mundo quanto no Brasil, não há um consenso quanto a sua delimitação. Diferentes autores e universidades tem entendimentos distintos sobre quando se deve ou não utilizar o termo "produção cultural".

Como atividade profissional, a "produção cultural" é mais conhecida por ser uma atividade de planejamento, organização e execução de ações, eventos e projetos culturais. Mas profissionais com formação em produção cultural podem trabalhar em inúmeras atividades e em diversos setores.

Exemplos de atividades de produção cultural: organização de shows, exposições de arte, montagens teatrais, espetáculos de dança, encontros literários, exibição de filmes, programas de TV, programas de rádio, planejamento de comunicação, criação e gestão de blogs, projetos que contemplem arquitetura, patrimônio, artes, antiquários, artesanato, design, moda, cinema, música, artes híbridas, artes performáticas e assessoria para carreiras artísticas.

Campos de atuação da produção cultural: indústrias criativas, economia da cultura, entretenimento, lazer, eventos, artes, cultura e comunicação.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre. Fontes consultadas: Dicionário Michaelis da editora Melhoramentos, Dicionário Crítico de Política Cultural de Teixeira Coelho, blog Produtor Cultural Independente (www.produtorindependente.com) de Alê Barreto e livro "O Avesso da Cena - Notas sobre produção e gestão cultural" de Romulo Avelar